terça-feira, 12 de abril de 2016

Não é conforto...

Tenho aprendido a comprar quando preciso, o que necessito
Não o que eu acho bonito, gostoso
Embora de vez em quando quero me dar desses luxos, sabendo que é um caso a parte
Quero falar do que eu gosto, do que faço, do que penso, sem julgamento
Sem o meu próprio julgamento ou melhor, sem a minha condenação 
Não que eu não vá pensar no que é certo ou errado, bom ou mau, mas saber como lidar com isso
Acho que seria um me permitir, um discernir
Sem achar que o outro também vai me condenar
Julgar todo mundo vai, mas faz parte, ou quero acreditar assim

Quero acreditar que sei que a minha maneira de agir no mundo, de enxergar as coisas, de interagir, é diferente dos outros embora parecida com alguns
Enquanto eu ainda relutar com essas coisas vou continuar reagindo mais do que agindo

Quero colocar, acrescentar, não impor ou determinar algo
Mas a necessidade de ser aceita me tortura muito ainda
Isso me produz bloqueios que há muito tempo tenho carregado comigo 
Hoje posso perceber mais, enxergar melhor, isso tem me produzido muito mais momentos reflexivos

Quero estar mais atenta sem me reprimir ou me omitir 
Acho que sei ouvir, mas preciso reaprender a falar
Escrever tenho praticado bastante e isso tem me ajudado
Nunca pensei na psicanálise, pelo menos não na forma como tenho visto ultimamente

Mas como tudo isso pode me ajudar? 
Sei que mexe comigo, me provoca, me influencia, muda as minhas ações e as minhas reações 
É algo bem complexo que se eu não controlar, foge de mim facilmente
Esqueço e volto a ser e agir das mesmas maneiras tendenciosas
Assim é mais fácil, mais confortável 
Mas se não é conforto que eu busco?

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